“‘Estado, atores sociopolíticos e políticas públicas: um estudo multissituado da ação governamental em seis áreas de intervenção pública’ Secretaria de Ciência e Técnica, Universidade de Buenos Aires. Programa de Subsídios à Pesquisa Científica e Tecnológica (UBACyT 2020-2021)

Diretor: Guido Giorgi
Neste projeto abordamos uma série de objetos empíricos que nos permitiram compreender a diversidade do funcionamento, das diretrizes, dos atores e das instituições dentro das burocracias estatais. A pesquisa propôs abordar a relação entre diferentes estruturas burocráticas, atores sociais, organizações setoriais, quadros políticos e burocráticos, e dinâmicas ideológicas no funcionamento de determinadas áreas do Estado. Assim, buscou-se compreender a conformação de redes de políticas públicas, a configuração de referenciais cognitivos e a emergência de novas capacidades estatais em torno de seis áreas de intervenção: i) políticas sociais, ii) políticas de produção, iii) políticas de segurança, iv) políticas de Justiça, v) políticas de trabalho, vi) políticas de relações exteriores.”

“Interpretação e disputas em torno das necessidades. Gêneros, cuidados e juventudes na Argentina da pandemia e pós-pandemia’ (Projetos Bienais de Pesquisa e Desenvolvimento – Secretaria de Pesquisa e Desenvolvimento da Universidade Nacional de Três de Fevereiro (PID-2025-2026))

Diretora: Carla Zibecchi
O projeto tem como principal objetivo analisar como três questões centrais para a Argentina recente se transformaram em problemas de governo e de disputa: o tratamento das juventudes; o reconhecimento dos trabalhos comunitários de cuidado; e as controvérsias em torno da tríade gênero-mulher-diversidade. Propomos examinar as categorias e classificações criadas para sua abordagem, bem como os aspectos mais materiais e tangíveis das políticas públicas (o reconhecimento das estruturas burocráticas com as quais seu tratamento é institucionalizado, a leitura estatal sobre as necessidades, os critérios de elegibilidade, a definição do que implica a ajuda pública). Por fim, buscamos reconstruir disputas e controvérsias públicas em torno das necessidades sociais, da ajuda pública e de questões correlatas (critérios de merecimento, direitos, entre outras).”

“‘Os cuidados na agenda pública. Agências, atores e dispositivos’ (Projetos Bienais de Pesquisa e Desenvolvimento – Secretaria de Pesquisa e Desenvolvimento da Universidade Nacional de Três de Fevereiro (PID-2023-2024))

Diretora: Carla Zibecchi
O projeto busca analisar como os cuidados ingressaram na agenda pública. Por um lado, propõe estudar como os cuidados se constituíram como problema de governo considerando os saberes especializados, critérios morais e definições estatais, bem como os atores que participaram desse processo. Além disso, será realizada uma análise do lugar que os cuidados ocupam no desenho de políticas e normas específicas para seu tratamento, assim como do grau de institucionalização no organograma estatal. Por outro lado, são descritas experiências comunitárias de cuidado e os modos pelos quais atores estatais e não estatais realizam mediações e interpretações sobre as necessidades de cuidado das populações que atendem.”

“‘Transformações espirituais e políticas públicas. Um estudo de afinidade eletiva em quatro áreas de intervenção pública em nível nacional entre 2003 e 2019’ (PIP 2021-2023 GI 11220200101961CO) - Centro de Estudos e Pesquisas Laborais-CEIL/CONICET

Como demonstraram diferentes estudos sociológicos sobre as políticas públicas, estas não se reduzem à tomada de decisões por parte de um grupo de funcionários: ao contrário, implicam diversos tipos de agentes envolvidos, que vão desde os próprios responsáveis pela gestão até especialistas, acadêmicos, burocratas da linha de frente, lideranças comunitárias e partidárias, líderes religiosos, entre outros. Essa heterogeneidade dilui a noção de uma racionalidade unívoca. Na medida em que cada indivíduo, grupo ou organização possui seus próprios mapas cognitivos, existe também uma dimensão ligada às representações coletivas em jogo. Da mesma forma, as políticas públicas não podem ser reduzidas a decisões ligadas exclusivamente a um ou outro órgão: nesse sentido, o termo áreas de intervenção pública nos permite reconstruir uma trama de iniciativas que envolvem diferentes ministérios, secretarias ou repartições, resgatando a complexidade dessa rede. Considerando esses argumentos, neste projeto propomos relacionar transformações no plano das representações coletivas — sendo as religiões um ângulo privilegiado para esses temas, embora não esgotem o espectro — com diferentes áreas de intervenção pública que expressam amplamente essas mudanças: as políticas sociais centradas na promoção da transformação individual, as medidas voltadas ao tratamento das questões dos cuidados, a promoção do empreendedorismo e o campo da responsabilidade social empresarial.”

“Moralidade e políticas públicas. Um estudo de afinidade eletiva em três áreas de intervenção pública em nível provincial entre 2007 e a atualidade’. (CAI+D 2025-2027) - Vinculado à FHUC/UNL

Como demonstraram diferentes estudos sociológicos sobre as políticas públicas, estas não se reduzem à tomada de decisões por parte de um grupo de funcionários: ao contrário, implicam diversos tipos de agentes envolvidos, que vão desde os próprios responsáveis pela gestão até especialistas, acadêmicos, burocratas da linha de frente, lideranças comunitárias e partidárias, líderes religiosos, entre outros. Essa heterogeneidade dilui a noção de uma racionalidade unívoca. Na medida em que cada indivíduo, grupo ou organização possui seus próprios mapas cognitivos, existe também uma dimensão ligada às representações coletivas em jogo. Da mesma forma, as políticas públicas não podem ser reduzidas a decisões ligadas exclusivamente a um ou outro órgão: nesse sentido, o termo áreas de intervenção pública nos permite reconstruir uma trama de iniciativas que envolvem diferentes ministérios, secretarias ou repartições, resgatando a complexidade dessa rede. Considerando esses argumentos, neste projeto propomos relacionar transformações no plano das representações coletivas — sendo as religiões um ângulo privilegiado para esses temas, embora não esgotem o espectro — com diferentes áreas de intervenção pública que expressam amplamente essas mudanças: as políticas sociais centradas no indivíduo, a promoção do empreendedorismo e o campo da responsabilidade social empresarial.”

“Representações, tecido associativo e redes de políticas públicas: fator religioso e políticas de cuidado’ (Projeto de Desenvolvimento Estratégico 2020-2021)

Diretor: Luis Donatello
Co-diretor: Francisco García Chicote
Tratou-se de um projeto de vinculação tecnológica cujas contrapartes foram o Ministério do Desenvolvimento Social — contemplando as contribuições da Secretaria de Cultos da Nação, vinculada ao Ministério das Relações Exteriores e Culto — na Mesa Interministerial de Políticas de Cuidado. Como produto de transferência, foi elaborada uma base de dados de organizações sociais, estabelecendo uma série de classificações vinculadas às tarefas de cuidado e às redes socioreligiosas, além da elaboração de um mapa para facilitar sua visualização.”

“Subsecretaria de Políticas em Ciência, Tecnologia e Inovação Produtiva, Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação Produtiva. Programa de Pesquisa sobre a Sociedade Argentina Contemporânea (PISAC), chamada 2023.

Crenças, corpos e política. A redefinição dos limites da democracia na Argentina (regiões Centro, Patagônia e Grande Buenos Aires), PISAC 2023-40
Diretora: Verónica Giménez Béliveau
O projeto propõe estudar e comparar diferentes ativismos políticos em torno da gestão do corpo e da saúde em sua relação com as transformações das crenças na Argentina contemporânea, por meio da investigação nas regiões da Grande Buenos Aires, Patagônia e Centro (2023-2024). A proposta enquadra-se na temática geral da interseção entre crenças e política e formula um plano de pesquisa que trabalhará com três problemas que organizaram controvérsias relevantes na sociedade argentina. Tomaremos como eixos de investigação os debates em torno das decisões sobre o corpo e a concepção ligados aos movimentos de mulheres, as controvérsias sobre o uso de vacinas e as discussões sobre alimentação e sua relação com o meio ambiente. Por um lado, essas controvérsias tiveram origem, circularam e se globalizaram a partir de ativismos específicos, como os movimentos em torno da interrupção voluntária da gravidez, da vacinação e da alimentação vegana. Nesse sentido, os eixos apresentam elementos em comum, e sua análise comparativa permitirá ir além do conhecimento de cada um deles, contribuindo para a compreensão de processos de transformação estrutural da sociedade argentina. Por outro lado, a relevância de investigar controvérsias relacionadas à saúde como forma de compreender ameaças à democracia e aos direitos conquistados fundamenta-se em achados recentes que sugerem uma vinculação entre as tendências seguidas pelas crenças religiosas e os posicionamentos políticos em torno de disputas por direitos. A investigação buscará compreender atores e espaços sociais que manifestem as interseções entre corpo, saúde, direitos e crenças. Para isso, prevê-se um desenvolvimento comparativo de estudos de caso coletivos e multissituados nas três regiões e nos três eixos de mobilização, utilizando diversas técnicas de coleta e análise de informações.”

“Agência Nacional de Promoção Científica e Tecnológica, Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação Produtiva. Projeto de Pesquisa Científica e Tecnológica (PICT). Chamada 2020. Crenças, saúde e direitos. Representações sociais e ativismos político-religiosos sobre a gestão do corpo e da saúde na Argentina (2020-2024) PICT 2020-03410

Diretora: Verónica Giménez Béliveau
O PICT 2020-03410 tem como objetivo analisar e comparar diferentes ativismos políticos e religiosos em torno da gestão da saúde e do corpo na Argentina contemporânea (2020-2024). Esse objetivo reúne uma série de problemas que estiveram no centro das preocupações e dos diálogos estabelecidos entre os membros da equipe: a influência das crenças religiosas e espirituais nas representações do corpo e na gestão da saúde, bem como a formação de coletivos políticos e político-religiosos que reivindicam a autonomia para decidir sobre o governo do corpo e buscam influenciar os debates legislativos e a formulação de políticas públicas.”

“Secretaria de Ciência e Técnica, Universidade de Buenos Aires. Programa de Subsídios à Pesquisa Científica e Tecnológica, Chamada 2023. Crenças e política. Representações sociais e ativismos político-religiosos sobre a gestão do corpo e da saúde na AMBA

UBACyT 20020220300107BA
Diretora: Verónica Giménez Béliveau
O projeto ‘Crenças e política. Representações sociais e ativismos político-religiosos sobre a gestão do corpo e da saúde na AMBA’ insere-se na temática geral da interseção entre crenças, religião e política. A pesquisa trabalhará uma série de problemas relevantes na sociedade contemporânea: os debates em torno das decisões sobre o corpo e o gênero ligados aos movimentos de mulheres, as controvérsias sobre o uso de vacinas e as discussões sobre alimentação e sua relação com o meio ambiente. Essas discussões tiveram origem, circularam e se globalizaram a partir de ativismos específicos que nos propomos analisar.
Os eixos escolhidos apresentam elementos em comum, e sua análise comparativa permitirá ir além do conhecimento de cada um em particular, contribuindo para a compreensão de processos de transformação estrutural da sociedade argentina.”